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Inventário Extrajudicial: Quando é possível, quanto custa e quanto tempo demora?
22 de julho de 2026 · por Alisson Garcia
O que é o inventário extrajudicial?
O inventário extrajudicial é o procedimento realizado por escritura pública perante um tabelionato de notas, destinado à regularização da sucessão patrimonial. Trata-se de uma alternativa mais célere ao inventário judicial, permitindo que os herdeiros regularizem a propriedade dos bens com maior rapidez, desde que o caso atenda às exigências previstas na legislação.
Quem pode optar pelo inventário em cartório?
Nem toda sucessão poderá ser resolvida pela via extrajudicial. A legislação estabelece algumas condições para que o procedimento seja realizado em cartório e, por isso, uma análise prévia por advogado é indispensável. Nos últimos anos, inclusive, a interpretação dos tribunais e as alterações legislativas ampliaram as hipóteses em que essa modalidade pode ser utilizada, tornando-a acessível em situações que anteriormente exigiam processo judicial.
Quanto tempo costuma demorar?
Uma das maiores vantagens do inventário extrajudicial é a rapidez. Enquanto um processo judicial pode permanecer em tramitação durante meses ou até anos, a escritura pública normalmente é lavrada em poucas semanas quando a documentação está regularizada. O prazo varia conforme a complexidade do patrimônio, a obtenção das certidões necessárias e o recolhimento dos tributos incidentes.
Quais são os custos envolvidos?
Os custos variam conforme o patrimônio deixado pelo falecido e incluem, entre outras despesas, o ITCMD, os emolumentos cartorários, os registros dos bens e os honorários advocatícios. Cada sucessão possui características próprias e, por essa razão, não existe um valor único aplicável a todos os casos. Um planejamento sucessório adequado permite estimar previamente essas despesas e evitar surpresas ao longo do procedimento.
Por que contar com um advogado?
Mais do que uma exigência legal, a atuação do advogado proporciona segurança jurídica durante toda a sucessão. A orientação técnica evita erros na documentação, reduz a possibilidade de exigências pelo cartório e garante que a partilha seja realizada de forma eficiente, preservando os direitos dos herdeiros e prevenindo conflitos futuros.
Por que o inventário vai além de uma mera obrigação legal?
É importante destacar que o inventário não deve ser encarado apenas como uma obrigação legal. A sua realização proporciona segurança jurídica aos herdeiros, permitindo que os bens sejam efetivamente registrados em seus nomes, evitando dificuldades para futuras vendas, financiamentos, inventários sucessivos e outros negócios jurídicos. Além disso, a regularização patrimonial reduz o risco de conflitos familiares e impede que pendências sucessórias permaneçam indefinidamente sem solução.
Conclusão
Cada sucessão possui características próprias. A existência de imóveis, empresas, aplicações financeiras, dívidas, planejamento sucessório ou outras particularidades pode influenciar diretamente a estratégia jurídica mais adequada. Por isso, contar com orientação especializada desde o início permite identificar o procedimento mais eficiente, reduzir custos descessários e conduzir todo o inventário com maior tranquilidade e segurança.
Alisson Silva Garcia
Advogado — OAB/SP
Alisson Garcia Advogados
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