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Ativista de campanha contra agressão de enfermeiros é acusado de violência doméstica

11 de julho de 2017 · por Alisson Garcia

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Por meio de nota, o Coren-SP disse que “reafirma o seu repúdio à violência praticada contra profissionais de enfermagem e ele se estende a todas as outras formas de violência presentes na sociedade”. Além disso, diz que “para combater as agressões sofridas no ambiente de trabalho, implantamos mecanismos de apoio às vítimas, como a campanha Violência Não Resolve, que está em vigor há dois anos. Conquistamos grande adesão da categoria e da opinião pública por meio da iniciativa, que se tornou uma bandeira nacional do sistema Cofen-Corens e também resultou na criação de um Grupo de Trabalho na Secretaria Estadual de Segurança Pública, do qual participam a presidente do Coren-SP e seu vice, como representantes da iniciativa”. O Coren-SP também informou que “ainda que não há denúncia formalizada registrada no Conselho referente à conduta do conselheiro no âmbito profissional/representativo. Sobre situações que cunho pessoal não relacionadas ao exercício profissional, não compete ao Coren-SP se manifestar, tendo em vista que elas devem ser conduzidas pelas instâncias cabíveis”. A nota também diz que “ao Conselho compete a análise da conduta ética dos profissionais no âmbito do processo ético disciplinar, em garantia a ampla defesa e contraditório, conforme preconiza a Resolução Cofen 370/2010”. Em sua página no Facebook, ele escreveu uma nota se explicando sobre o caso. Leia o posicionamento na íntegra: “Quero, antes de tudo, manifestar minha profunda gratidão às inúmeras manifestações que venho recebendo das pessoas que me conhecem, às que me seguem nas redes sociais e que têm espírito de justiça e bom senso. Toda história tem dois lados que devem ser ouvidos. A quem interessa desconstruir a imagem de um ativista dos direitos da enfermagem, do combate à violência contra os profissionais de saúde, da defesa da aposentadoria especial para todos os profissionais da enfermagem, sem distinção? A quem interessa tentar calar o trabalho de uma gestão comprometida com a ética, transparência e honestidade que vem sendo construída desde 2012? A quem incomoda as conquistas da regulamentação da jornada de 30 horas semanais em centenas de cidades no estado de São Paulo, muitas delas em andamento e outras já conquistadas através da mobilização, organização e união da enfermagem, onde tive o orgulho de estar à frente? A Plenária de Saúde de Guarulhos foi um sucesso. A única cidade a enviar somente mulheres como delegadas (100%), e a proposta partiu deste conselheiro, acatada por todos da comissão organizadora. A plenária ocorreu no dia 22 de fevereiro de 2017. Então eu pergunto: qual a intenção da divulgação de um vídeo calunioso quatro meses após o suposto ocorrido? O final de um casamento representa o fim de uma família e envolve muitos sentimentos. Sobre as acusações veiculadas nas redes sociais pela minha ex-esposa, Eliane Nunes, poderia rebater tudo, mas não farei, pois essa é uma questão que diz respeito a nós dois. Apenas deixo claro que tenho minha consciência tranquila e que tudo será apurado na justiça, pois tenho o direito constitucional ao contraditório. Quem acusa, difama e atinge a honra sem trânsito e julgado, este sim já comete crime e estou adotando todas as medidas cabíveis para comprovar a minha conduta, que sempre foi de respeito com o próximo. Toda esta campanha difamatória serve a interesses eleitoreiros e partidários, daqueles grupos que insistem em fazer da enfermagem massa de manobra para seus projetos políticos e pessoais”.

Fonte:[ http://noticias.r7.com/sao-paulo/ativista-de-campanha-contra-agressao-de-enfermeiros-e-acusado-de-violencia-domestica-11072017](http://noticias.r7.com/sao-paulo/ativista-de-campanha-contra-agressao-de-enfermeiros-e-acusado-de-violencia-domestica-11072017)]]>

Alisson Silva Garcia
Advogado – OAB/SP
Especialista em Direito Penal, Direito Civil e Direito de Família.
Mestre em Criminologia Forense.
Relator do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/SP.

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